Menstruação: que raiva! ¬¬
Não dá raiva quando aquela coisa desce no dia errado? Naquele dia
em que você combinou de ir pra o club, ou sair com suas amigas, de fazer coisas
legais... Dá muita raiva! Por isso, estou aqui para ajuda-las a saber um pouco
mais sobre essa coisa. Bem, pesquisei um pouco e com fontes, consegui definir
exatamente algumas de muitas dúvidas das meninas.
Desde a primeira manifestação, a menstruação se transforma em uma
companheira mensal que, sim, pode até ser um pouco incômoda, mas indica para a
mulher que seu sistema reprodutor provavelmente está funcionando de maneira
adequada.
“Em geral, o ciclo já se normaliza um ano após a menarca (primeira
menstruação), segundo Oswaldo Grassiotto, chefe da Endocrinologia Ginecológica
do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), ligado à Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp). O intervalo normal é de 28 dias, mas é comum
que, ao longo dos anos, haja pequena variação. Pode ser de fato constatada
irregularidade quando o tempo entre o início de sucessivas menstruações é menor
que 21 dias ou maior que 35 – isto é, quando em ano ocorrem entre quatro e nove
menstruações. “Pode ou não coexistir alteração notável também no padrão ou na
intensidade do fluxo menstrual”, diz dr. Grassiotto.
Se houver ciclo anormal, procure um médico. Pode estar associado a
doenças como diabetes, hipo e hipertireoidismo. “A irregularidade também
acontece quando a mulher emagrece rapidamente, caso das atletas e bailarinas de
maior performance”, afirma o ginecologista. O contrário também ocorre: mulheres
obesas podem ter ciclos inconstantes. Até mesmo uma mulher saudável está
suscetível ao problema, quando passa por períodos emocionalmente impactantes ou
traumáticos. Ciclos irregulares indicam ainda que pode haver algo de errado com
o útero, como infecções e leiomiomas (pequenos tumores benignos que causam dor
pélvica, inchaço do abdômen e, em 5% dos casos, infertilidade).
Se a irregularidade for acompanhada de crescimento exagerado de
pelos, fique atenta: é sintoma da Síndrome dos Ovários Policísticos. Dois ou
três anos depois da menarca a adolescente perceberá o crescimento anormal de
pelos, espessos e escuros: “Eles aparecem em áreas em que não ocorrem
normalmente nas mulheres – buço, região sob o queixo e centro do tórax. Grande
parte dessas jovens tem também facilidade para engordar e enorme dificuldade
para perder peso”, explica dr. Grassiotto. A tendência à obesidade é frequente:
acomete duas em cada três portadoras da síndrome.
A doença se caracteriza pela dosagem exagerada de hormônios
masculinos que são comuns nas mulheres, mas em concentrações pequenas. Quando
essa quantidade aumenta, o resultado é excesso de pelos, menstruação irregular
e acne em áreas extensas, como os ombros e as costas. Há ainda aumento do
volume dos ovários, já que contam com pequenos cistos em sua superfície.
Apesar de ser mais comum entre as adolescentes, a síndrome pode
ocorrer tardiamente e ser desencadeada também pela obesidade: “A grande maioria
das mulheres com excesso de peso menstrua normalmente e não tem pelos
anormalmente crescidos e pigmentados. Assim, é relativamente fácil identificar
esses casos anormais”, diz o ginecologista da Unicamp. A herança genética
também conta muito. Segundo o médico, a chance de apresentar o quadro é maior
entre meninas cujas mães tiveram ovários policísticos. [...]”
Quer saber mais? Tem mais dúvidas? Acesse os sites abaixo:
http://drauziovarella.com.br/saude-da-mulher/tensao-pre-menstrual-2/
(sobre a famosa e irritante TPM...)
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