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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Prazer, menstruação...



Menstruação: que raiva! ¬¬

Não dá raiva quando aquela coisa desce no dia errado? Naquele dia em que você combinou de ir pra o club, ou sair com suas amigas, de fazer coisas legais... Dá muita raiva! Por isso, estou aqui para ajuda-las a saber um pouco mais sobre essa coisa. Bem, pesquisei um pouco e com fontes, consegui definir exatamente algumas de muitas dúvidas das meninas.

Desde a primeira manifestação, a menstruação se transforma em uma companheira mensal que, sim, pode até ser um pouco incômoda, mas indica para a mulher que seu sistema reprodutor provavelmente está funcionando de maneira adequada.

“Em geral, o ciclo já se normaliza um ano após a menarca (primeira menstruação), segundo Oswaldo Grassiotto, chefe da Endocrinologia Ginecológica do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), ligado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O intervalo normal é de 28 dias, mas é comum que, ao longo dos anos, haja pequena variação. Pode ser de fato constatada irregularidade quando o tempo entre o início de sucessivas menstruações é menor que 21 dias ou maior que 35 – isto é, quando em ano ocorrem entre quatro e nove menstruações. “Pode ou não coexistir alteração notável também no padrão ou na intensidade do fluxo menstrual”, diz dr. Grassiotto.

Se houver ciclo anormal, procure um médico. Pode estar associado a doenças como diabetes, hipo e hipertireoidismo. “A irregularidade também acontece quando a mulher emagrece rapidamente, caso das atletas e bailarinas de maior performance”, afirma o ginecologista. O contrário também ocorre: mulheres obesas podem ter ciclos inconstantes. Até mesmo uma mulher saudável está suscetível ao problema, quando passa por períodos emocionalmente impactantes ou traumáticos. Ciclos irregulares indicam ainda que pode haver algo de errado com o útero, como infecções e leiomiomas (pequenos tumores benignos que causam dor pélvica, inchaço do abdômen e, em 5% dos casos, infertilidade).

Se a irregularidade for acompanhada de crescimento exagerado de pelos, fique atenta: é sintoma da Síndrome dos Ovários Policísticos. Dois ou três anos depois da menarca a adolescente perceberá o crescimento anormal de pelos, espessos e escuros: “Eles aparecem em áreas em que não ocorrem normalmente nas mulheres – buço, região sob o queixo e centro do tórax. Grande parte dessas jovens tem também facilidade para engordar e enorme dificuldade para perder peso”, explica dr. Grassiotto. A tendência à obesidade é frequente: acomete duas em cada três portadoras da síndrome.

A doença se caracteriza pela dosagem exagerada de hormônios masculinos que são comuns nas mulheres, mas em concentrações pequenas. Quando essa quantidade aumenta, o resultado é excesso de pelos, menstruação irregular e acne em áreas extensas, como os ombros e as costas. Há ainda aumento do volume dos ovários, já que contam com pequenos cistos em sua superfície.
Apesar de ser mais comum entre as adolescentes, a síndrome pode ocorrer tardiamente e ser desencadeada também pela obesidade: “A grande maioria das mulheres com excesso de peso menstrua normalmente e não tem pelos anormalmente crescidos e pigmentados. Assim, é relativamente fácil identificar esses casos anormais”, diz o ginecologista da Unicamp. A herança genética também conta muito. Segundo o médico, a chance de apresentar o quadro é maior entre meninas cujas mães tiveram ovários policísticos. [...]”


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